Conhecendo um pouco belas histórias de amor...

Tristão e Isolda

O casal já foi tema de óperas

Tristão e Isolda

O encontro
Tristão era um cavaleiro valente e leal ao seu tio, o rei Marcos da Cornualha. Num conflito com inimigos, Tristão é ferido por uma espada envenenada e enviado à Irlanda para ser curado por Isolda, a jovem princesa, famosa por sua beleza e habilidades medicinais. Ela o salva, sem saber que ele matara seu tio em batalha. Mais tarde, Tristão volta à Irlanda em missão: buscar Isolda para se casar… não com ele, mas com o rei Marcos.

O acidente que mudou tudo
No caminho de volta à Cornualha, Tristão e Isolda, por engano ou destino (dependendo da versão), bebem um filtro de amor — uma poção mágica preparada para ela e o rei na noite de núpcias. O efeito é devastador: eles se apaixonam perdidamente, de forma irresistível e irrevogável.

O amor proibido
Apesar de Isolda se casar com Marcos, ela e Tristão vivem um romance secreto. São inúmeras as fugas, encontros escondidos e perseguições. O conflito é duplo: Dever e honra: Tristão é fiel ao tio, mas não consegue abandonar Isolda. Paixão inevitável: a poção transforma o amor deles numa espécie de maldição.

O desfecho
Descobertos mais de uma vez, eles são separados. Tristão se afasta, mas casa-se com outra mulher chamada Isolda das Mãos Brancas — sem amá-la. Ferido gravemente em batalha, Tristão pede que chamem a "sua" Isolda para curá-lo. O combinado é que, se o navio trazendo-a tiver velas brancas, significa que ela vem; se tiver velas negras, que não. A esposa, tomada de ciúmes, mente e diz que as velas são negras. Tristão morre de tristeza. Quando Isolda chega e o encontra morto, morre também, de dor.

O legado
A história de Tristão e Isolda inspirou óperas (como a de Richard Wagner), poemas, pinturas e até influenciou a narrativa de Romeu e Julieta. É, em essência, a lenda medieval que cristalizou o arquétipo do amor irresistível, mas impossível.